Como nós dissemos no post anterior, somos péssimos comunicadores e agora, além disso, também somos grandes hipócritas. Nós dissemos com TODAS as letras: criem expectativas, SIM! E agora dizemos: mas pera lá né rsrs… vamos com calma também.
Sabe, quando você dirige sempre tem um limite de velocidade te guiando para que você não acelere demais e acabe em um acidente fatal; quando se trata de relacionamentos, a regra também se aplica. Por isso que, por mais linda que as fantasias soem, é sempre bom manter em mente que às vezes é preciso pisar no freio e desacelerar.
Isso nos faz pensar na cena icônica de Sex and The City onde a Miranda comenta com a Carrie que ela está tendo o primeiro crush dela desde o Mr. Big, e a Carrie, iconic as always, responde: Big wasn’t a crush, he was a CRASH!!!
Beleza. Já é de conhecimento de todos que desde as últimas semanas nós estamos voando bem alto e o Pedro, como um ótimo exemplo a se seguir, está ignorando todos os limites de velocidade da rodovia e que se fodam as multas. Depois de tantos traumas e questões mal resolvidas, estamos com medo do que pode acontecer. É como se nós sempre estivéssemos esperando pela queda.
Mel aqui. Acho que pela primeira vez em meses eu e o Pedro não estamos tão alinhados assim… ao contrário dele, eu não estou violando nenhuma regra de trânsito (talvez esteja até pisando demais no freio). Mas não sei dizer se isso é bom ou ruim, na verdade. Honestamente, eu sou uma pessoa muito 8 ou 80: intensa demais ou nada, mas como dessa vez não quero arruinar essa seja-lá-qual-a-nomenclatura-ideal que eu estou vivendo, e tornar mais um crush em um crash, o ideal seria eu pisar mesmo no freio. Maaasss, como gosto de me contradizer, fico pensando: por pisar demais no freio, não estaria anulando uma parte tão grande de mim que é a minha intensidade? E por isso, não estaria apresentando para o V. uma versão de mim que não é 100% verdadeira? Mas até que ponto se moldar em torno de uma persona que não te representa é benéfico nesse cenário? Às vezes sinto vontade de soltar umas atrocidades e piadas terríveis com o meu bofe, mas me pego me CENSURANDO(!!!) por medo de acabar aterrorizando e afastando ele. E sei lá, isso é meio bizarro. Eu me sinto confortável e quero ser eu, mas talvez meu medo de zikar seja maior…? Não sei onde estou querendo chegar; às vezes gosto de estar andando em uma velocidade segura, mas quando menos espero me pego sentindo falta de um racha e de não saber o que me espera no fim da rodovia. Não que um racha seja o melhor cenário, mas é um cenário familiar… erm.
E por falar em medo da queda, a poetisa contemporânea Ariana Grande verbalizou perfeitamente em um dos seus poemas mais românticos essa coisa maluca que é se ver estando completamente vulnerável com alguém: “Tripping, falling with no safety net, boy, it must be something that you said, Is it real this time or is it in my head? got me tripping, falling with no safety net” (Tropeçando, caindo, sem rede de segurança. Garoto deve ter sido algo que você disse, é real dessa vez ou é coisa da minha cabeça? Você está me fazendo tropeçar, cair, sem rede de proteção).
Pedro aqui. Quis citar essa música porque meu amor postou há algumas semanas atrás para eu ver. Alguém me belisca (!!!). Gente, não tenho rede de proteção nenhuma! Sabe, nunca pensei que isso ia acontecer mas é muito real dessa vez, NÃO É COISA DA MINHA CABEÇA. A maior novidade é que semana passada ele conheceu minha mãe e minha vó em um café. Eu estava muito nervoso e cheguei a sonhar várias vezes que estava no momento e estava dando tudo errado, mas deu MUITO MAIS que certo. Minha família amou ele, minha mãe até mandou mensagem para ele depois (??). É o tipo de calmaria reconfortante e ao que tudo indica, as coisas vão se concretizar muito em breve. Queria acrescentar que quando eu fui ver ele semana passada e uma amiga dele passou por nós, ele me apresentou como NAMORADO. Foi a primeira vez que isso aconteceu. O que me leva a outra questão: umas amigas me perguntaram se eu amo ele… amor é uma palavra muito forte mas é como se alguma partezinha dentro de mim tivesse uma certeza que isso vai acontecer com o tempo. Quer saber? Eu não tirei o pé do acelerador desde de o dia em que nos conhecemos! E por mais que esteja amando essa corrida, estaria mentindo se dissesse que não é um pouco assustador tanta novidade em tão pouco tempo.
É bebês, dessa vez está difícil rolar uma concordância entre os autores: ao mesmo tempo que estamos na mesma fase e passando pela mesma coisa, estamos em velocidades completamente diferentes. E além disso tem o fato bem agravante de que nós somos os maiores hipócritas do vale dos sinos. Se você estava buscando um conselho de uma voz da sabedoria ou um sinal do universo com esse post, talvez nós tenhamos tornado tudo mais difícil e só confundido vocês mais, porque nem nós sabemos o que está acontecendo ou o que vai acontecer.
Será que depois de passar tanto tempo sobrevivendo ao caos a gente ainda sabe reconhecer a paz quando ela finalmente chega?
At the end of the day, não há regra de trânsito que te garanta uma CNH sem pontos. Não existe garantia de sucesso, e por isso não existe certo ou errado entre Mel e Pedro. Estar andando em uma velocidade segura, ou voando em uma altura razoável pode parecer o ideal, mas quem não almeja por uma reviravolta aqui e ali? Em contrapartida, atravessar a rodovia com os vidros abertos e os cabelos ao vento soa como uma fantasia perfeita, mas em algum momento o carro vai ter de parar e abrir espaço para uma calmaria.
Resumo da ópera: contratem um seguro de vida. Brincadeiras a parte, o que podemos reforçar é: 1. não dêem ouvidos demais à nós, e 2. continuem verdadeiros consigo mesmos, façam suas piadas medonhas mas também tomem cuidado com a altura que vocês estão voando; aproveitem o tempo passando, seja ele rápido ou devagar, e tenha em mãos o contato do seu seguro de vida (a.k.a suas amigas). Nunca se sabe.
Como prova de que nós não somos dois overth!nkers crônicos, compartilha aqui nos comentários alguma experiência sua que te fez se identificar com o post! ou então só nos conta o que você achou :)



amo muito essa sex and the city do vale dos sinos!
OMG 365, vcs estão correndo sempre, que que é isso!! Mas amores, sinto que o trajeto de vocês dois é diferente e possui algumas rotas específicas. Levem em consideração que estou com a minha CNH caçada agora e dirijo sem ela faz uns meses (para quem não entendeu, não tenho nenhum rolo amoroso). Vou utilizar a linguagem dos carros aqui: o avaliador de vocês é um homem, mas um deles é hetero e o outro é gay, e isso muda muita coisa na prova final.
Vamos em partes, analisando ambas rotas: entendo as freadas que a dona Meles faz, mas as vezes a melhor coisa que podemos fazer é testar os limites do motor e do nosso avaliador. Os quebra-molas que se explodam, fale e faça besteira! Se tudo parece um teste, sair do trajeto retilíneo ajuda a perceber se a pessoa no banco do passageiro está prestando atenção nos atos do motorista. E lembrando: os interesses são testados durante todo o caminho, até depois da prova final ("ficar sério" ou o pedido de namoro) mas o importante é ver se o carro pega nos diferentes terrenos.
Para o Pedruxx eu recomendo tomar cuidado com as curvas. Nenhum trajeto é feito totalmente de ruas retas e, para isso, as curvas e rotas alternativas são necessária para ver diferentes perspectivas do passeio. Não é preciso uma parada brusca, pelo contrário, o negócio é tomar cuidado com o nível de combustível que estamos usando e que estamos DISPOSTOS a usar: o motor (coração) sofre as vezes, e a culpa pode não ser do carona que está do nosso lado. Ou pode ser, depende. Esteja alinhado com ele, porque as vezes a gente entra numa rua errada e somos colocados em teste por causa deles.
Enfim, amores, a dica final é: sigam em frente, mas prestem atenção aos sinais de luz dados e fiquem de olho no retrovisor. A comunicação das luzes ajuda em todas as rotas e o retrovisor nos faz lembrar que, de certo modo, o caminho que estamos percorrendo já foi mais difícil e que a estrada a frente é mais importante do que já passou. S2