Dando um google por aí, você pode chegar à seguinte descoberta: o olfato canino pode chegar a ser de 10.000 a 100.000 vezes maior do que o dos seres humanos (normais, rs). É claro que, como de praxe, pra toda regra existem exceções. Os dessa vez são eles: homens.
A fim de esclarecimento, quando um cara diz pra você que gosta muito dos seus olhos, é porque a real intenção dele é roubar a luz e a vontade de viver deles. Esses cães infelizes e inoportunos, depois de desregular o seu sono e elevarem os seus níveis de cortisol a alturas jamais vistas, até mesmo depois de meses ainda são capazes de rastrear o cheiro da sua felicidade, bem a tempo de ressurgirem das cinzas como uma fênix e entrarem de volta para a sua vida.
Como aponta a poetisa contemporânea Sabrina Carpenter no seu single Manchild: “Why you always come a-running to me? Fuck my life. Won’t you let an innocent woman be? (Por que você sempre corre atrás de mim? Puta que pariu. Não dá pra deixar uma mulher inocente em paz?)”.
Seria então o olfato aguçado o sexto sentido masculino?
Mel aqui. Aos leitores que acompanharam o último post, nele eu faço uma breve menção ao meu histórico de envolvimentos não muito agradável. Essa é a hora de destrinchar uma parte dele: há alguns meses atrás, eu me envolvi com o (aviso de gatilho aos meus amigos que não aguentam mais ouvir sobre ele) Sr. M. Resumo da ópera, eu perdi a cabeça por sete meses por causa de um cara que eu vi quatro vezes na vida (considerando a forma em que as coisas começaram, em que momento eu esperei que o desfecho fosse outro? História pra outra hora.) O clímax acontece quando, depois desses sete meses, eu finalmente estava me vendo livre das amarras do inimigo, conhecendo e saindo com novas pessoas, quando, para a minha surpresa, durante o feriado de carnaval, (por mais irônico que isso soe), ele resolve me mandar um post no Instagram pra quebrar o no-contact, me chamando para fazermos a lavação de roupa suja e endereçarmos o elefante na sala. Justo quando eu tinha encontrado um novo homem pra ficar obcecada com.
Você com certeza já deve ter saído para passear com um cachorrinho na sua vida. Como de costume, usa-se uma coleira para manter o animalzinho sob seu alcance. Olhando com outro olhar para essa situação que costuma passar tão batida, nota-se de forma implícita que: mesmo que façamos tantas piadas irônicas sobre os homens serem nossos pets, no fim do dia, quem realmente está preso e limitado por uma corda? Uma guia que estica só até certo ponto? Não estariam eles, nossos pets, sempre dois passos à nossa frente? Nos guiando para onde devemos ir e causando essa falsa ilusão de controle? E se de fato são eles que controlam o andar da carruagem, nosso papel seria então somente impor os limites de até onde eles podem chegar? (Eles sequer respeitam isso?)
Isso é muito overth!nk da nossa parte, ou realmente faz sentido?
Pedro, agora. Para quem pensa que os gays são uma versão boazinha e melhorada dos homens héteros, trago uma notícia não muito agradável: eles podem ser até mais detestáveis que os tais. Há alguns meses atrás tive o desprazer de cruzar caminhos com o ser mais infeliz da face da Terra (isso pode soar como se eu vivesse remoendo o passado, mas o que posso fazer se o passado sempre faz questão de virar presente?). Tudo começa em um ambiente de trabalho novo com pessoas à primeira vista muito legais; sabe aquela sensação de realizar um sonho? Era por aí. Mas é o que dizem, não se pode ter um trabalho legal e uma vida amorosa igualmente boa… Já no meu segundo dia fui abordado por um rapazinho. Em menos de um mês lá estávamos nós no nosso primeiro encontro. Poupando os detalhes, em menos de 15 dias ele começa a fingir que eu não existo. Não é como se não houvesse homens mais interessantes na jogada, mas essa situação é no mínimo revoltante, e é claro que, como eles não são nada originais, existia outro nessa relação e eu era só mais uma opção. Entre uma mega decepção e alguns drinks, se passaram duas semanas (tempo esse que foi o suficiente para ele passar a agir como se não estivesse me ignorando completamente até poucos dias antes) até eu ser surpreendido com um convite para o seu aniversário que seria feito no trabalho, até porque, claro que seria uma ótima ideia o estagiário da sala ao lado estar junto com ele. Eu como um bom trouxa fui bem feliz. Comi e fui embora (aprendi com ele, rs). Depois de ser ignorado novamente, agora entre curtidas no story e poucas palavras no trabalho, em um piscar de olhos, se passaram cinco meses sem grandes acontecimentos. Eu já estava bem feliz longe dele, e adivinha? Recebo uma mensagem às 21:50 de um domingo: “é muito tarde para sairmos hoje?” É até como se ele soubesse que eu já não penso mais nele; o que me pego pensando agora é: de fato os homens têm esse olfato aguçado para a nossa felicidade.
Percebe como isso não é nada mais do que uma prova viva daquele tão famoso ditado: os postes querendo mijar nos cachorros. Sendo assim, caso você ainda não tenha dissecado o modus operandi dos homens por conta própria, eis aqui o esqueleto dele: eles vão vir atrás de você primeiro. Depois, eles vão te deixar nas mãos deles, te fazer amolecer com eles, te dar ideias e falsas esperanças, e em uma terça-feira aleatória, eles vão te surpreender com um ghosting estratosférico jamais visto antes. E na mesma velocidade em que eles foram embora, assim que eles perceberem que você já não está mais tão na mão deles quanto eles pensavam, eles vão encontrar o caminho deles de volta para a sua vida. Seja com uma mensagem inesperada, ou o equivalente moderno disso: um reels no Instagram. Até porque, eles vão se recusar a assumir qualquer tipo de compromisso com você, mas precisam te manter por perto só o suficiente pra que você nunca esqueça. E nunca supere.
Dizem por aí que o cão é o melhor amigo do homem, e por isso não é à toa que eles andam lado a lado. Seja quando você olha para o sentido pejorativo do termo (sendo: homens cachorros = cafajestes), ou quando você aceita as semelhanças e abraça as circunstâncias (em um passeio com sua situationship, quem controla a situação não é quem segura a coleira, mas sim quem define o limite de até onde o outro pode puxar).
Seria então a relação entre os cães e os homens uma história de romance do tipo enemies to lovers?
Como prova de que nós não somos dois overth!nkers crônicos, compartilha aqui nos comentários alguma experiência sua que te fez se identificar com o post! ou então só nos conta o que você achou :)



acompanhando fielmente ☝️✨️
Amando ser uma leitoira! Homens, morram!