Disclaimer: pedimos sinceras desculpas por sermos comunicadores tão terríveis. Por favor, não tomem como verdade o que a gente fala, porque pelo visto tudo anda acontecendo o contrário do que estamos prevendo. (por mais que o desfecho seja bom dessa vez).
Como de costume, nós geralmente dizemos que eu e o Pedro vivemos essa vida em conjunto: quando coisa X acontece com ele, em duas semanas pode ter certeza que o mesmo vai acontecer comigo (Mel). E como prova disso… rufem os tambores: os raios de esperança que atingiram o Pedro no último post… passaram pra mim. É bebês, pelo visto não está tudo perdido.
A fim de evitar decepções, no começo das relações nós preferimos evitar criar expectativas demais, fantasiar demais, esperar demais. Acho que todos conhecemos essa história milenar: quando nossas expectativas não são atendidas, nós acabamos indo parar naquele lugar, o fundo do poço. E agora, inaugurando um sentimento novo nesta newsletter tão amargurada, podemos dizer com todas as letras que entramos na nossa era otimista. Uou.
Neste mês de junho que passou, (a.k.a mês dos namorados) a poetisa contemporânea Olivia Rodrigo lança o seu novo álbum, mais precisamente no dia dos namorados. Uma faixa específica (expectations) fala sobre expectativas em relacionamentos, mas não do tipo: não crie expectativas porque vc vai se decepcionar, e sim do tipo CRIE SIM EXPECTATIVAS PORQUE VOCÊ MERECE MAIS DO QUE UM CARA COM UM PSEUDO EMPREGO QUE NÃO CONSEGUE PLANEJAR UM DATE DECENTE.
Quotando a nossa irmã: “I’ve got big expectations, I’ve got real big expectations [...] Gave my heart with zero stipulations, now I take careful consideration” (Eu tenho grandes expectativas, eu tenho expectativas grandes MESMO! [...] Dei meu coração com zero exigências, agora eu tomo cuidado extra)
Mel, aqui. Ai gente, que mico chegar aqui e dizer que talvez eu possa me apaixonar nos próximos meses sendo que duas semanas atrás eu estava aqui xingando todo mundo e em episódio maníaco porque só me dava mal no quesito vida amorosa (hehe, acontece). Nossa história de hoje começa no dia dos namorados (uou) quando eu tive um primeiro date com um cara que eu estava evitando sair por pura preguiça (ou seria, deep down, medo de experimentar algo novo que poderia realmente ser bom? anyways). Eu só não estava esperando que o date fosse ser ótimo, que o cara fosse ser um homem querido que não tem a profundidade emocional de uma colher de chá e que ele fosse querer me ver de novo na semana seguinte. E eu também. Ainda é cedo demais para querer adivinhar o que vai acontecer com esse cara, eu sei; mas não consigo deixar de sentir um pontinho de esperança e até estranheza, por tanto tempo depois estar começando uma nova etapa que simplesmente é tranquila. Não existem noites passadas em claro se questionando porque ele está há X horas sem falar comigo, ou uma euforia doentia porque ele falou Y coisa que me fez perder o apetite… é bom demais e essa calmaria é assustadora. (no dia do primeiro date eu postei no meu privado que estaria saindo com ele, e um amigo respondeu assim (shoutout para o Xaubet caso ele esteja lendo): cuidado porque da última vez que eu tive um primeiro date no dia dos namorados, uns meses depois eu estava com uma aliança no dedo. No dia, quando li a mensagem, fiquei apavorada e morrendo de rir. Haha, como se isso fosse acontecer comigo; agora a ideia já não me parece mais tão ridícula.)
Reparem como todo esse plot twist está acontecendo justamente no mês dos namorados… primeiro com o Pedro, depois com a Mel… (e ainda há quem diga que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar) Pois é amigos, façam fila para serem os próximos porque nossos poderes de manifestação estão babadeiros ultimamente.
Pedro, aqui. Essa vai para todos os gays que jogaram inveja e olho gordo pra cima de mim; eu sei que é uma notícia difícil de engolir, especialmente para as festas de diva pop que em breve podem perder seu frequentante mais assíduo, mas É OFICIAL! Eu estou deveras apaixonado. Sinceramente, não tenho receio de dizer isso pois, querendo ou não, é a mais pura verdade (acho que minha Charlotte interior está soltando foguete). Nas últimas semanas venho pensando que desde que eu conheci o THE ONE, não quero mais ninguém e toda vez que olho para ele fico até tontinho… Não sei se é porque acho ele lindo de verdade ou porque ele é o mais legal de todos os caras que já conheci, ou então é os dois, hehe. Desde nossa última edição as coisas evoluíram bem rapidinho: conheci a melhor amiga dele e na semana seguinte eu fui convidado para o aniver dele; old que estou amando o ritmo pois não tenho olhos para mais ninguém e estou experimentando a reciprocidade pela primeira vez, mas estaria mentindo se dissesse que essa velocidade não me assusta, até porque faz apenas um mês que estamos saindo. Nada é difícil ou complicado demais, o problema é que ele é tão bom que sinto que, se por algum motivo ele desistir de mim, não vou saber o que fazer. Das outras vezes tudo deu errado mas eu tinha um plano: beber e sair beijando todos que eu podia. Dessa vez, depois de ter conhecido uma coisa tão boa, não quero ter que voltar para esse caminho escuro e solitário. Minhas expectativas estão altas demais. De fato, acho que só tenho medo do que nunca vivi, mas até lá, veremos o que o futuro me reserva. E pra continuar manifestando, vou registrar: acho que dessa vez a sorte está a meu favor mais do que nunca!
Porém, entretanto, todavia… como toda moeda tem dois lados, até as melhores histórias também. Em meio a tantos dates gostosos e fantasias bobas, evitamos ao máximo enxergar os nossos próprios problemas e inseguranças. Mas como aqui nós não conhecemos a palavra FILTRO, vamos destacar a autossabotagem, que é um problema real e que não deve ser ignorado. Depois de uma maré ruim, experienciar tantas coisas boas e seguidas nos faz começar a duvidar de tudo o que está acontecendo com a gente. Eu mereço isso mesmo? Ele tá falando a verdade mesmo? Um exemplo bem expositivo, rs: (Mel falando aqui) a última vez que eu vi o V. (a.k.a. o cara do date), estávamos na casa dele, e quando ele voltou para o apartamento depois de me acompanhar até o Uber, o vizinho de baixo tinha deixado de presente, na porta do apartamento, uma cartela daqueles protetores de feltro que usamos em móveis para não arrastarem no chão (espero que vocês tenham entendido a mensagem subliminar aqui); depois de dar risada da situação, fiquei a pensar: se o vizinho teve que deixar essa cartela de adesivos, é porque móveis arrastando na casa dele são recorrentes então… Logo, vou presumir que ele leva várias mulheres pra casa dele. Ou isso não quer dizer porra nenhuma.
Essas questões de autossabotagem sempre têm uma origem, e por mais que nós odiamos dar razão para homem, uma vez o falecido M. (a.k.a anticristo) disse para a Mel que ela é “extremamente traumatizada”; talvez esse seja um dos únicos acertos da vida desse homem moça, e talvez ele mesmo seja a razão dos traumas, mas o que vamos fazer, né? Ele não só estava certo sobre a Mel, como também sobre todos nós. Os traumas são uma parte nossa que não podemos nos livrar facilmente, e no fim o que nos resta é criar expectativas maiores e esperanças de que, depois de tanta dor e sofrimento, ainda pode SIM existir um final feliz. Errrmm… ou não. Ainda não sabemos, porque at the end of the day, ainda vivemos sobre as consequências dos atos de outras pessoas, infelizmente.
Deve ser por isso, então, que mantemos nossas expectativas tão baixas geralmente. Se você já espera o pior, qualquer mini acerto já é algo para nós nos apegarmos. Mas dessa vez, em meio a tantos acertos, ficamos sem saber como reagir. Cadê os obstáculos no meu caminho? O que nos pega realmente, é que todos os últimos acontecimentos nos levaram para estarmos aqui; tudo o que acontece hoje era para ser exatamente assim. Estamos passando em águas calmas (evento raríssimo), mas claro, para quem só viveu em meio a tempestade, uma coisa tão boba dessas às vezes soa como uma novidade overwhelming até demais.
Como prova de que nós não somos dois overth!nkers crônicos, compartilha aqui nos comentários alguma experiência sua que te fez se identificar com o post! ou então só nos conta o que você achou :)



Oii 365 OverTh!nk! LINDO VER VCS APAIXONADES (principalmente o Pedro, q vejo todo dia - nojo). Mas aproveitem muitooo esse momento. Sendo uma gay cacura (22 aninhos) sei como é a estranheza desses momentos, passei por isso a 3 anos atrás. Não sei se pareceu para vocês, mas quando aconteceu comigo, sentia que as coisas se encaminhavam para um lugar correto, sem nenhum obstáculo no caminho, o que é uma delicia. Mas deixo uma diquinha (a little dick) para vocês: alinhem-se com as pessoas quando necessário. É sempre bom entender se a pessoa que você está ficando está na mesma sintonia que você, uma para alinhar as expectativas e outra para se acalmar (nós, ansiosos). E também não se noiem!! isso é muito importante!! nem tudo o que aparece na nossa frente é um sinal do universo ou uma deixa para ativar uma loucura na nossa cabeça. As vezes é só uma coisa aleatória que aparece num momento aleatório.
Beijos apaixonados para vocês!
gag